Um dos blogues mais bonitos e originais e que merece ser visitado mais do que uma vez, pelas suas curiosidades, historias num mundo magico, videos de musica e cinema, entre muitas outras coisas...
(Dito por um fã)

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O primeiro passo para superar o bloqueio de escritor não é começar a pensar, mas começar a escrever." ~*~ Christopher Rice.

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A Minha Melhor Amiga

Daisypath Friendship tickers
Se eu tenho um contador de namoro, porque não um contador de amizade?? ;)

Namorando...

Daisypath Anniversary tickers
Um dia sem ouvir a tua voz é como descobrir que o mar morreu.
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sexta-feira, outubro 24, 2014

Até sempre Kate...

Passei a adolescência escrevendo, ou melhor vivendo a vida,  ou devo dizer, vivendo num mundo que eu criei!
Um mundo entre o nosso e o mundo dos feiticeiros,  realidades paralelas.
Essas pessoas cresceram comigo e fizeram-me crescer.  A Kate era aquilo que eu queria ser,  a Vachell era a amiga ideal que eu queria ter,  o Iorek era o namorado que eu idealizava, os corvos,  os maus da fita, representavam os meus medos! Tudo o resto era fantasia minha,  mas para mim era real!  E eu viva nesse mundo.
A casa da Kate,  imaginem só, era na Vila de Sintra, a mesma casa que hoje se transformou num bar. O que me fez imaginar com grande tristeza,  que a Kate teve de vender a casa e que possivelmente estará a viver no mundo dos feiticeiros.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Feitas bem as contas...

Como devem ter reparado há alguns dias que não escrevo - vejam o contador ao lado e o calendário e vão perceber do que falo - e isto porque reparei em algo na minha historia, quando a fiz reparti-a por vários ficheiros no word, porque estava a ficar enorme e na altura dava erro no meu computador, e tenho andado a procurar esses ficheiros como uma louca, porque já nem me lembrava que tinha dividido a historia e nem onde os tinha guardado, assim sendo, o total de palavras não será as 60.000, mas sim um valor muito maior.
Acontece que eu já os achei, e feitas as contas isto dá um total de cerca de 144.397 palavras, de modo que vou ter que actualizar o contador. Dei-me conta disto quando reparei que faltavam capítulos naquela historia, e que também não a tinha toda impressa em papel - sim, porque eu imprimi para ficar com algo para me guiar e ser mais fácil encontrar possíveis erros. Quando me apercebi disto fiquei alarmada, e fui imediatamente procurar o que faltava. Estava em Belas, porque eu tinha levado algumas que tinha aqui e já não me lembrava, mas ontem fui lá. Agora resta retomar a rotina da escrita e recuperar o tempo perdido.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Challenge for... myself!

Hoje é o dia! E de hoje não passa. Vou começar a minha maratona de escrever 500 palavras por dia.

Ontem, quando me estava a preparar para começar toca o telemóvel, e quem mais podia ser senão o João? É bom ouvir a voz dele logo de manhã, e estava a convidar-me para ir almoçar com ele, era o eu ultimo dia de férias. Eu lá liguei para a minha mãe e ela deixou-me ir - porque eu tinha-lhe dito no dia anterior que ia almoçar com ela - fui logo me vestir e sai de casa.
Novamente voltei a sentir-me um pouco  um pouco desiludida comigo mesma. Onde é que vou ter tempo para me dedicar ao segundo livro??
Mas estou a ser pateta, é claro que eu tenho tempo, bastava eu querer ter tempo. A minha amiga sempre me disse que se eu escrevesse nem que fosse meia hora por dia, já era um avanço, mas claro que nem todos os dias temos a mesma inspiração e há dias em que escrevemos e outros menos, é normal. Eu tive dias em que era capaz de escrever capítulos inteiros com cerca de cinco ou seis páginas! Agora olho para aquilo e já me sinto saturada. Então decidi, já que gosto assim tanto de desafios vou-me desafiar a mim mesma.
Fui procurar na net de um contador de palavras que me desse noção de quanto me falta para concluir, e encontrei alguns, encontre até um site com um pequeno desafio, escrever 1000, 500 ou 250 palavras por dia.

sábado, setembro 03, 2011

Dois mundos, Uma realidade

Estava a correr por um tunel muito escuro, e tão humido que a água escorria e pingava das paredes e do tecto, corria para fugir de alguém que vinha a trás de mim. Era um grupo enorme, todos eles vestidos de preto com longas capas e varinhas na minha mira. Eles estavam cada vez mais perto e o tunel não tinha saida. 
Até que vejo alguém que começa a correr ao meu lado, vem comigo, afinal ainda havia uma curva e ao fundo um lance de escadas em caracol, só no fim das escadas não havia mais nada, estávamos encurralados.
Os homens das capas estavam á nossa frente e dois deles mostraram as faces, um era moreno e de cabelo comprido, o outro era loiro e de cabelo curto mas com um olhar cheio de raiva, eu sempre te odiei Harry. Não consegui acabar contigo, porque precisava de ti para matares o Voldemort, sabia que só tu o conseguias fazer, mas agora já me posso livrar de ti. Fiquem estática a ver o que acontecia, quando me apercebi de que tinha uma varinha azul na minha mão, não pode ser, pensei, mas era, a tatuagem do tubarão estava marcada na minha pele. Agarrei no braço do Harry e perguntei, confias em mim? Ele olhou-me de forma desconfiada, mas lá disse um tímido sim, então salta! Saltámos os dois ao mesmo tempo e ao tocar no chão este transformou-se em água e conseguimos passar, caindo nas catacumbas que ficavam por baixo. Só ele conhecia aqueles túneis, e ao fim de algum tempo a andar, e o meu corpo a ficar coberto de escamas, encontrámos a saida e uma Hogwarts toda desfeita. Obrigado por me ajudares. Disse ele, não, eu é que te agradeço, foste tu que me ajudas-te. ~*~


~*~ Não como nem porquê, mas este foi o sonho que tive na noite passada e que me inspirou para desafiar a minha melhor amiga a escrever uma fic, caso ela aceite o desfio.

 

segunda-feira, agosto 08, 2011

A Caverna da Falésia

Mais tarde depois de jantarmos os dois, contei-lhe a minha bizarra entrevista, e ele só se ria, depois contou-me que lá no trabalho dele andaram os auditores, mas que um deles, com aspecto de louco, não parava de olhar para ele. Ele até brincou com a situação dizendo que ele devia ser gay ou algo parecido.

Uma semana depois, estava um dia de sol e calor digno de uma tarde passada na praia, felizmente era a folga dele e fomos aproveitar o dia depois de almoço, fiz um lanche para nós, arrumei um saco com as toalhas e o protector solar, e lá fomos.
A praia estava realmente cheia, tanto que tivemos que dar algumas voltas com o carro para encontrarmos um lugar, não foi fácil, a segunda tarefa complicada fui encontrar um cantinho na areia que escaldava a sola dos pés a cada passo. O João já farto de andar a areia, largou o chapéu de sol.

Ficamos aqui.

Eu também já estava uma pouco cansada de procurar um lugar e concordei com ele, olhei para trás, dava para ver onde tinha o carro estacionado e tudo. Ele despiu-se logo, estendeu a toalha por baixo do chapéu de sol, eu fiz o mesmo e deitei-me ao lado dele passando-lhe o protector solar para mo pôr nas costas.
Perto de nós estava uma criança pequena a brincar na areia, fazendo castelos e escavando como se fosse encontrar um tesouro perdido em 50 cm de profundidade.

domingo, julho 17, 2011

A Profecia

Estacionei o carro mesmo em frente á porta do prédio, e subi para o meu rés-de-chão esquerdo, ainda meio abismada, enquanto fazia as tarefas que tinha pendentes. Estava em piloto automático e não conseguia ter reacção para mais nada. Findo tudo isto arrumei-me para a entrevista e voltei a sair cerca de uma hora e meia depois. Tinha de me abstrair da cena que presenciara, as pessoas normais não saem de dentro de muros, nem mudam de roupa com tal rapidez, aquilo com certeza que seria ilusão de óptica. Respirei fundo umas dez vezes sem descurar os espelhos do carro e os trânsito à minha volta.
Mais meia hora de caminho e já tinha chegado à empresa onde seria a entrevista, procurei um sitio para estacionar, de preferência à sombra. Perguntei a um segurança qual era o piso e disse o motivo porque estava ali, ele disse que era no terceiro e eu subi no elevador. Havia várias portas e eu toquei é campainha daquela para onde ia, como é óbvio,  e pouco depois uma senhora de cabelo encaracolado, curto e preto, abriu-me a porta e pediu-me para esperar um pouco na salinha ao lado, mas não tardou muito em me chamar para outra sala, para ser atendida. Qual não é o meu espanto quando vejo a mesma mulher de cabelos ruivos, voltei a congelar, mas controlei-me o máximo que pude, embora não fosse capaz de impedir as minhas mãos de transpirar. Ela observou o meu currículo com os seus óculos de ler, retirou-os e olhou para mim sem dizer nada.

terça-feira, julho 12, 2011

A porta escondida

Já não era a primeira vez que ao passar naquela rua tinha a sensação de haver uma porta escondida naquela parede do muro. Era visível a forma de uma porta, quase como se eu a pudesse empurrar para ela se abrir. Mas nunca gostei de ser intrusa nem coscuvilheira de mais por isso segui o meu caminho. Ia ás compras, buscar uns legumes, frutas e pão. O dia estava enublado, e a Serra estava toda tapada pelo nevoeiro, o que normalmente num dia de Inverno era sinonimo de chuva, mas num dia de Verão como era o caso tornava o dia um bocado soturno e abafado pelo calor, só muito de vez enquando é que o Sol lá espreitava por entre as nuvens, mas voltava logo a esconder-se. 
De regresso, tive de voltar pela mesma rua para chegar ao carro, os sacos já me estavam a magoar as mãos. Assim que os arrumei dei-me conta de que a rua estava deserta, apesar de estar cheia de carros estacionados, não se via ninguém. Quando vou para entrar no carro e voltar para casa ouço o som de pedras a arrastar no chão e imediatamente olho para o lado, um bloco inteiro daquele muro estava a abrir-se, a tal porta que eu pensava estar escondida estava a mover-se, e ouviu-se o som de alguém do outro lado a fazer bastante força para empurrar aquela porta. Eu baixei-se e fiquei a ver o que acontecia.

quinta-feira, maio 05, 2011

Estou fascinada!!

Tenho o meu livro publicado há mais ou menos um mês, já vendi um exemplar, e a pessoa que o comprou leu-o em pouco mais de uma semana, e disse-me via facebook que o adorou!
Fiquei tão feliz que nem tenho palavras para descrever isso, pensei que não fosse gostar porque afinal, o livro não foi revisto por um profissional, nem tem uma capa toda x p t o!
Tem uma capa que lhe diz em photoshop, que aliás deu o seu trabalho porque não foi fácil acertar nas medidas, e foi revisto por mim mesma, uma pura amadora da escrita e da leitura, mas pelos visto ficou muito melhor do que eu poderia alguma vez imaginar.

Agora estou a preparar uma montagem em vídeo sobre o livro, para dar mais suspense a quem ainda não leu, e tentar convencer alguns indecisos a comprarem o livro.

Se quiserem ler a nota feita pelo meu fã, basta clicarem aqui, para comprar o livro visitem o site da Bubok.

domingo, abril 10, 2011

Agora é real!

Há 2000 anos atrás um jovem filosofo descobrira a magia e o seu poder destrutivo mas também curativo, receoso que esses conhecimentos se perdessem, escreveu todos os seus segredos num livro, um livro que com o passar da décadas se tornou muito cobiçado por toda espécie de feiticeiros até se lhe perder o rasto.
O Livro Mágico fora mais tarde descoberto numa escola de magia em Orion, terra de feiticeiros.
Kate é jovem feiticeira de 15 anos obrigada a viver entre as pessoas normais e a frequentar escolas normais, só que ela não é uma jovem normal, e felizmente não é a única. Vachell Ross, a sua melhor amiga também é um feiticeira que vive na mesma situação que ela.
Toda aventura de desenrola quando as duas amigas decidem partir para procurar os pais da Kate após uma série de mistérios. Kate vai começar a descobrir o porquê da sua tatuagem, mas muitos segredos ficarão ainda por revelar.

Sim, o meu primeiro livro foi publicado na Bubok e aguarda impaciente pelas vossas opiniões.

segunda-feira, abril 04, 2011

Vou arriscar!

Está decidido!

Há pouco tempo deixei uma pergunta no facebook para ver quem me respondia e se me davam apoio ou não, e felizmente tive algumas respostas. O que me deixou também muito contente.

E sendo assim, hoje durante a minha hora de almoço - porque vim a casa - fui procurar nos meus ficheiros do computador a historia que já tenho terminada, chama-se Kathleen Kinkel e o Livro Mágico e que vai ser o meu primeiro livro publicado. Como já tenho referido, não espero ser nenhuma J. K. Rowling - se bem que não me importava rigorosamente nada - mas ficarei muito feliz se conseguir fazer da escrita e dos meus livros um trabalho a tempo inteiro. Quase que me consigo imaginar a morar com o meu namorado, uma menina pequenina a brincar no chão com as suas bonecas e eu ao computador a escrever o próximo romance de sucesso!

E porque eu quero que esta bela imagem se concretize, vou-me atirar de cabeça a este projecto - pendente desde 2008, acho eu - já fiz uma capa para o livro (desculpa nina, mas não me pareceu que uma capa com a Avril Lavigne fosse dar certo, embora esteja muito bonita) que me deu algum trabalho no Photoshop, mas o resultado final até está interessante. Está simples, não tem muitos floreados nem pessoas a fazerem-se passar por personagens mas a meu ver ficou profunda!

Só para não ficarem preocupados de não verem o meu nome eu digo já que utilizo em pseudónimo, Isabel Zenida, e porquê? Porque o meu nome é muito longo, e Isabel é um nome que eu gosto, e Zenida porque é um tributo ao meu avô materno. Julgo que se ele fosse vivo ia ter mesmo muito orgulho na neta lutadora que tem.

Se quiserem saber mais fiquem atentos ao meu facebook, e claro aos meus posts no blog.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Kathleen Kinkel e o Caçador de Sonhos

NOTA: Este pequeno excerto faz parte do terceiro volume de um romance que eu própria escrevi e o qual ainda não terminei, no entanto gostava muito de ver estas histórias transformadas em livro num expositor de uma Fnac ou de um Bertrand.


No ano 700 a.C. Zeus, o Senhor dos Raios e dos trovões, incumbiu Neptuno de ser o deus dos sete mares ao que este aceitou a tarefa de bom agrado, fez uma longa, demorada e respeitosa vénia ao líder dos deuses, que também era seu irmão mais novo e calmamente saiu da sua presença e desceu o Olimpo durante a noite disfarçado de um normal habitante da terra. Ao chegar ao mar mediterrâneo molhou os seus pés e cresceram-lhe escamas nas pernas, a sua longa barba e os seus longos cabelos cor de neve tornaram-se azulados e também todo o seu corpo mudou para um tom azul-marinho. Neptuno avançou e mergulhou um dos braços para alcançar um esplendoroso tridente dourado que lhe concedia os poderes para poder governar os mares, avançou mais até a agua lhe chegar á cintura e as suas pernas deram lugar a uma longa cauda e nos punhos surgiram barbatanas que lhe permitiam nadar com maior velocidade.
Os anos foram-se passando ás centenas quase como se fossem dias. Neptuno tinha o seu palácio aquático situado na ilha com o mesmo nome, Atlântida, um ilha enorme do tamanho do distrito de Lisboa, composta por outras pequenas ilhas também elas com a dimensão de Sintra ou de Queluz.
Neptuno governava com mão firme, criando alguma espécie diferente de peixe que ia colorindo o oceano, e ano após ano Neptuno organizou a fauna e flora marinha de modo a existir um equilíbrio natural. No entanto, após criar tudo o que havia para ser criado, começou a sentir algo que nunca sentira antes em toda a sua vida como deus. Sentia se só, via o seu palácio vazio, apenas com alguns peixinhos pequenos que vinham em busca do planton para se alimentarem ou dos corais para se esconderem ou se reproduzirem.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

O lago

Atravessava a serra no meu carro, ia á Vila tratar de uns assuntos, quando ao virar de uma curva vejo lugar com uma cascata, ia jurar que não havia ali nada a nao ser um pequeno parque de merendas meio abandonado e deserto, dei meia volta e estacionei. Não havia mesmo ninguém, já eram 10h da manhã, o som da água a cair atraia-me e fui ver de onde ela vinha. Era mesmo uma queda de água abundante, maior do que a que havia ao lado da Regaleira. A água deslizava num pequeno riacho para de baixo da terra, estava tão calmo que podia sentir as fadas á minha volta. 
Ouvi um barulho como se fossem pedras a cair e reparei num caminho com escadas do meu lado direito. Subi alguns degraus para ver as raízes grossas de uma árvore que ocultavam qualquer coisa do outro lado. O chão tinha muitas pedras e areia enlameada que me sujava as botas mas eu não me importei e continuei a subir, algumas rochas maiores tinham musgo que me fazia ter mais cuidado para não escorregar. 
Como era possível que em tantos anos que moro em Sintra nunca ter descoberto este local, era realmente mágico. Mas ainda bem que o encontrei, sinto que ele me pode reservar muitas surpresas.

terça-feira, dezembro 28, 2010

O Baile dos Feiticeiros

Esta historia é inventada, qualque semalhaça com a realidade é pura coincidencia.


Logo após o dia de Natal, á noite, quando eu já me preparava para dormirm encontro a Cahill na minha varanda trajada com uma vestido vestido preto e vermelho com botoes dourados e saia de pregas e rendilhados, cabelo arranjado á espanhola.
- Que fazes aqui? Há muito que não te via.

- Eu sei, mas tu também tens andado ocupada, não é?

- Sim, tenho. Mas tu sabes que eu não gosto daquilo.

- Oh tola! Não estou a falar do estágio, estou a falar dos teus novos amores. Eu vislumbro uns cinco pretendentes ao teu coração.

Disse ela sorrindo num tom algo maroto e feliz.

- Ah... isso...

Respondi-lhe.

- O que foi? Não era isso que sempre quiseste? Ter uma fila enorme de pretendentes loucos por ti e no final não dares cavaco a nenhum!?

Eu baixei a cabeça, confesso que pensei naquilo devido à raiva que sentia por ter sido abandonada, mas algo dentro de mim tinha mudado e não me apetecia falar do tema.

- Não foi para isto que vieste cá pois nao?

- Não Catarina. Vim para te fazer um convite. No dia a seguir ao Natal os feiticeiros celebram o Dia de Doloris, depois conto-te melhor a lenda, mas diz-se que foi uma das mais importantes feiticeiras, considera hoje quase uma deusa. Enfim e eu gostaria muito que tu viesses.

- Eu? Mas... Cahill isso é muito gratificante da tua parte, deixa-m e muito feliz, mas eu nao posso, amanha tenho de ir trabalhar.

- Oh, que pena. - ela olhou para as unhas, com a outra mão na anca e continuou - Eu até tinha montado uma cabine de rádio para animares a festa, mas parece-me que vou ter de convidar outra pessoa.

- Cabine de rádio?? A que horas é a festa? - indaguei, e de certeza que os meus olhos começaram a brilhar porque o sorriso dela nao me enganava.

- Bem me pareceu que querias vir...

domingo, outubro 03, 2010

Um dia de chuva

Ontem á noite o vento batia forte na minha janela, fazia as telhas do telhado dançarem, pareceu-me ter ouvido a voz da Cahill, pensei que seria ela a brincar com o vento, mas eu ja estava com tanto sono que adormeci. 

Não me lembro de ter sonhado, nao me lembro de ver nenhuma fada a puxar-me por um portal, mas a verdade é que quando acordei chovia bastante,  levantei-me, nao tinha ninguem em casa, havia algum nevoeiro em redor da minha casa e vi também - embora os meus olhos não quisssem acreditar - luzes, de variadas cores, ora verde, ora vermelho, ora azul, ora roxo. E um barulho que se assemelhava a trovoada mas que não era, e muito menos o vento. Abri a janela, ouvi grtitos, era a Cahiil, toda encharcada pela chuva, estava metida numa luta outra vez, lembrei-me daquele dia em que a conheci, quando o meu carro parou no meio da serra durante a noite e não pegava por nada, tive o mesmo sentimento agora e fechei a janela. Fui comer alguma coisa enquanto ouvia a chuva lá fora, como é relaxante ouvir a chuva. 

domingo, agosto 29, 2010

Um dia estranho - Terceira parte

O lobo não saltou, foi-se aproximando, devagar, parecia que ele estava a crescer a cada passo até ficar mesmo aos meus pés, sentou-se, o seu nariz chegava á altura do meu peito, ele estava mesmo enorme, agora não era aquele pausinho que eu tinha que o ia derrubar. Agora sim eu estava com medo de verdade, uma patada daquelas garras e eu ja era.
O que fazes aqui?
Apanhei um tremendo susto quando o lobo falou. 
Eu vim buscar o cristal para umas fadas que estão á minha espera, elas querem salvar uma amiga.
Foi o que eu lhe disse com a voz a tremer.
Podes até estar a dizer a verdade mas eu não te posso deixar levar o cristal.
Temia que me dissesse aquilo.
Porquê? 
Perguntei eu como é obvio.
Porque eu preciso dele!
Disse ele com um rugido tão grande que tive de tapar os meus ouvidos e dar uns passos para trás. Olhei melhor nos olhos do lobo, não pareceram olhos de um animal feroz, normalmente a cor deles é amarelada, mas ele tinha os olhos castanhos, seria loucura dizer que reconheci aqueles olhos de algum lugar mas não sei dizer de onde.
Eu posso devolver-to depois, mas agora tenho que o levar.
NÃO!!

quinta-feira, agosto 26, 2010

Um dia estranho - Segunda parte

O caminho parecia não ter fim, a floresta era imensa, e eu estava sozinha sem nada para me defender caso surgisse algum perigo. Onde estaria a Cahil?? Dava mesmo jeito que ela aparecesse agora. Pelo menos sentir-me-ia mais segura.
Ouvi um barulho de arbustos a mexerem-se, parei e olhei, nada, continuei a caminhar, talvez fosse algum esquilo ou coelho bravo. Nunca estive tão desejosa de chegar a casa, pelo menos ia deixar de me sentir seguida e observada o tempo todo. Os barulhos nos arbustos continuavam, e não me pareceu nenhum esquilo, era algo maior, possivelmente com dentes, dai que apressei os meus passos nas folhas secas no caminho marcado com pedras em ambas as margens. Fosse o que fosse que estivesse no arbustos também apressou os seus passos para me seguir. No chão estava um ramo seco, mais ou menos da mesma gorssura que um bastão de basebol e peguei nele em andamento, não me ia dar o luxo de parar, os meus ouvidos estavam atentos caso aquela coisa me fosse atacar.
O caminho era agora uma linha recta infinita, o meu vestido ja estava com manchas de terra por ir a roçar no chão, estava muito cansada para conseguir manter aquele ritmo por muito tempo, mesmo tentando respirar ao ritmo de cada passo.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Um dia estranho - Primeira parte

Levantei-me cedo porque tinha coisas para fazer, olhei para a serra antes de sair, estava com um pressentimento de que podia me cruzar com a Cahil novamente, era estranho, ser amiga de eu feiticeira que ainda por cima vive num mundo paralelo. Confirmei se tinha tudo, chaves do carro, óculos de sol, telemóvel e os documentos, sim, abrir o portão e lá fui eu.
Fui ao banco actualizar a minha caderneta, á farmácia, fazer umas comprinhas e ainda tive tempo de dar uma olhada nas ofertas de emprego, tudo parecia normal, mas vai-se saber porquê estava a sentir-me observada, e isso não é nada bom, olhei á minha volta discretamente e no entanto não vi ninguém suspeito, dirigi-me para o carro, até podia ser a Cahil a observar-me mas não pareceu que fosse ela hoje, normalmente ela aparece de repente á minha frente como um fantasma e só eu a consigo ver, o que ainda torna mais estranho ser amiga de uma feiticeira.

quinta-feira, julho 08, 2010

A princesa da lua

Hoje aconteceu-me mais uma situação caricata. Á noite, quando já estava no meu quarto pronta para ir dormir, oiço um som estranho vindo da rua, não percebi se era um grito, uma flauta desafinada ou alguma corneta. Fui á janela ver, nada, a noite estava calma, como sempre e continuei o que estava a fazer, arrumar a minha escrivaninha para depois colocar lá o meu portátil e ver as novidades no facebook. Estava uma noite quente, e as janelas estavam abertas para que a arranjem fresca ambientasse um pouco o meu quarto. 
O meu cão ladrava la fora, como era habito nele, mas não sei porquê, hoje estranhei o ladrar dele, como já todos devem ter notado os cães têm um ladrar diferente para cada coisa, e só devia a essa forma eu sei quando os meus pais chegaram a casa, ou quando alguém estranho está á porta e até mesmo quando a vizinha entra, acho particular piada ao ladrar do meu cão quando ele vê um gato, parece que fica mesmo eufórico e numa ânsia extrema quase suplicando que alguém o solte para ele poder correr atrás do gato. Pois bem, ele não estava a ladrar em nenhuma destas formas conhecidas, estada muito diferente o que me obrigou e levantar da cadeira para ir á janela espreitar.

sábado, julho 03, 2010

Uma luta desigual

Estava a passear normalmente no meu carro, de noite, entretida a ouvir musica por entre as curvas e os buracos mal tapados do alcatrão de uma estrada deserta. A minha única companhia, para alem do radio, eram as luzes publicas que me iluminavam o caminho, algumas quase tapadas pelos ramos das árvores, mesmo que tentasse não ia conseguir ver as estrelas no meio daquele aglomerado verde escuro.
Pelo meio da minha cantoria as luzes da rua apagam-se por completo! Até meti os pés ao travão, tal foi o meu susto, apenas os faróis do carro me indicavam o caminho. Desliguei a musica, e continuei mais devagar, não se vi mesmo nada.
A noite podia mesmo ser escura e sinistra e eu estava realmente nervosa, mas que havia de fazer, era o único caminho para casa.
Eis que uma luz intensa demais para poder ser a lua, ilumina tudo à minha volta, foi uma energia tão forte que o meu carro se desligou sozinho.
- Meu Deus, que faço agora??
Pois é, sozinha, de noite, numa estrada escura, e o mais grave, sem rede no telemóvel! Tentei ligar de novo o carro, mas ele não pegava de maneira nenhuma. Tranquei-me dentro dele e rezei para que ninguém mal intencionado passasse por ali.